A causa palestina desempenha um papel significativo na formação derelações convergentes e divergentes entre os Estados. Os dois tiposdessas relações podem ser entendidos de forma diferente de acordocom a prioridade da Palestina na sua agenda, isto é, se convergente oudivergente, com ou contra a Palestina. As raízes do conflito israelo-palestinoremontam ao início do século passado, principalmente após aDeclaração de Balfour de 1917, que concedeu aos judeus o direito deestabelecer um lar nacional na Palestina. Seguiu-se um duplo deslocamento:o êxodo forçado dos palestinos da Palestina e a imigração voluntáriade judeus de todo o mundo para a Palestina para estabeleceremseu lar nacional.Depois veio a declaração do Estado de Israel em 1948, seguida de crimes,massacres, guerras, revoltas e períodos de normalização de relações comalguns Estados árabes, cronologicamente: a guerra de 1967; a guerra de1948 e a Batalha de Karameh em 1968; a guerra de 1973; os Acordosde Camp David com o Egito em 1979; a Primeira Intifada em 1987; osAcordos de Paz de Oslo com a Autoridade Nacional Palestina em 1993;o Acordo de Wadi Araba com a Jordânia em 1994; a Segunda Intifada em2000; e as guerras subsequentes contra Gaza, desde a Operação ChumboFundido em 2008 até a Operação Pilar de Defesa em 2012; então, asoperações Margem Protetora (2014) e Espada de Jerusalém (2021).A Palestina mantém-se ignorada e perdeu apoio tangível em diferentesníveis internacional e regionalmente, sobretudo durante a guerra contraGaza entre 2023 e 2025.



