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O colonialismo como marco interpretativo basilar do apartheid israelense: revisitando e ressignificando a questão

Editora Editora MEMO
Publicado em 21 de dezembro de 2021
Tipo de Publicação Digital
Nº de páginas 43
Idioma Português

O imaginário orientalista está presente na forma como assuntos palestinos são geralmente  representados na mídia.  Bárbara Caramuru Teles e Fábilo Bacila Sahd, autores do artigo “O colonialismo como marco interpretativo basilar do apartheid israelense” observam o uso de adjetivos como ‘fundamentalista’, ‘terrorista’, ‘retrógrado’ como uma atualização de “estigmas reservados aos ‘orientais’ ou ‘não ocidentais’, desde os primórdios do colonialismo, como pertencentes à barbárie, perante a qual cabe uma missão civilizadora.”  Essa visão fundante de Israel aparece em citações de Theodor Herzl (1947) sobre  “constituir a ponta de lança da civilização em meio à barbárie” e do sionista Zeev Jabotinsky, que “acusava seus pares de serem hipócritas ao tentar ocultar a natureza estritamente colonial e violenta do sionismo”.

Ao mesmo tempo,  “a ocupação e colonização da Palestina têm sido hegemonicamente retratadas como um “conflito”, ignorando a assimetria na relação de forças que reflete a disparidade de poder entre um povo e um Estado colonial, que mantem os palestinos sob um regime de apartheid”

Os autores revisitam o referencial das ciências humanas e do direito internacional para considerar a relevância do colonialismo como marco teórico basilar à compreensão da situação vigente. Ao mesmo tempo,  demonstram que “a narrativa sionista necessita de contraponto, de uma contra narrativa que desconstrua seus mitos fundantes e orientalistas”. A tarefa, eles afirmam, é urgente, para dar “combate à mais nova tentativa de censurar vozes e entendimentos críticos, no caso, classificar como antissemitas críticas ao Estado de Israel, justamente em um momento no qual já há enorme acúmulo evidencial de que se trata de mais um caso de apartheid”.

Sobre o(a) autor(a)

Bárbara Caramuru Tele

Doutoranda em Antropologia Social do programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestra em Antropologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Especialista em História Afro-brasileira e Indígena pela Uninter. Graduada em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Florianópolis, Brasil.

Mais sobre o(a) autor(a)

Fábio Bacila Sahd

Professor no Departamento de Ciências Humanas e Licenciatura da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Doutor pelo programa interdisciplinar “Humanidades, direitos e outras legitimidades”, da Universidade de São Paulo (USP). Mestre em História pela Universidade Estadual deMaringá (2012). Especialista em história pela Faculdade Bagozzi (2009). Graduado em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Maranhão, Brasil...

Mais sobre o(a) autor(a)
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